furadeira e parafusadeira

Furadeira e parafusadeira: diferenças e como escolher certo!

Furadeira e parafusadeira: diferenças e como escolher certo!

outubro 30, 2026

Montar um armário, fixar um suporte de TV, instalar uma divisória de drywall ou pendurar prateleiras na cozinha: todos esses serviços pedem furo e parafuso na mesma etapa. Por isso, a furadeira e parafusadeira virou a ferramenta elétrica mais presente em obra e reforma.

A furadeira e parafusadeira reúne as duas funções em um só equipamento. Na posição de furar, gira a broca em alta rotação. Na posição de parafusar, trabalha mais devagar e com mais força, controlando o aperto para não espanar o parafuso.

A escolha certa depende de uma pergunta principal: você vai furar alvenaria? Se o serviço fica em madeira, metal, plástico e drywall, o modelo sem impacto resolve. Se inclui tijolo, bloco ou concreto, o indicado é o modelo com função de impacto, que acrescenta golpes à rotação e consegue avançar nesses materiais.

A seguir, explicamos como a ferramenta funciona, como decidir entre as versões, o que observar na bateria e nos acessórios e em que situações vale partir para outro equipamento.

Furadeira e parafusadeira: como a ferramenta funciona

A função de furar depende da rotação, medida em RPM (rotações por minuto). Quanto maior a rotação, mais rápido a broca corta a madeira ou o metal.

A função de parafusar depende do torque, que é a força de giro aplicada ao parafuso. Para parafusar, a ferramenta reduz a rotação e aumenta o torque. Por isso, quase todos os modelos têm um seletor com duas velocidades: a primeira, mais lenta e mais forte, para parafusar; a segunda, mais rápida, para furar.

O recurso que faz dela uma parafusadeira de verdade é a embreagem. Trata-se de um anel numerado, logo atrás do mandril, que interrompe a força quando o parafuso chega ao aperto regulado. Número baixo significa aperto leve. Número alto significa aperto firme.

Veja como isso funciona na prática. Na montagem de um guarda-roupa de MDF, você abre o furo-guia na velocidade alta, com broca fina. Depois, passa para a velocidade baixa e regula a embreagem em um número intermediário. O parafuso entra firme, e a ferramenta desarma antes de afundar a cabeça no painel ou espanar a rosca.

Sem a embreagem, todo o controle ficaria no dedo do operador. Em serviços com dezenas de parafusos iguais, essa regulagem é o que garante um acabamento uniforme.

Com impacto ou sem impacto: a decisão mais importante

Esse é o critério que mais pesa na escolha, porque define em quais materiais a ferramenta consegue trabalhar.

O modelo sem impacto usa apenas rotação. Ele atende bem madeira, MDF, compensado, metal, plástico e drywall, materiais que a broca corta só girando.

Tentar furar tijolo com esse modelo até funciona em furos rasos, mas a broca esquenta, perde o corte rapidamente e o furo tende a sair maior que o necessário, o que compromete a fixação da bucha.

O modelo com impacto tem uma terceira posição no anel de ajuste, geralmente marcada com o desenho de um martelo. Nessa posição, a ferramenta passa a aplicar pequenos golpes para a frente, na direção da broca, enquanto gira. Esses golpes quebram o material aos poucos e permitem furar tijolo, bloco, reboco e concreto.

Na prática, o modelo com impacto faz tudo o que o modelo sem impacto faz e ainda fura alvenaria. Basta desligar a percussão para trabalhar em madeira, metal ou cerâmica.

Um exemplo típico de reforma mostra a vantagem. Na instalação de uma cozinha planejada, o montador precisa furar a parede de tijolo para fixar os armários aéreos e, em seguida, parafusar dobradiças e corrediças no MDF. Com um modelo com impacto, ele faz as duas etapas com a mesma ferramenta, trocando apenas a broca de vídia pelo bit e girando o anel de ajuste.

Se o serviço for só montar móveis ou fixar placas de drywall em perfis metálicos, o modelo sem impacto atende e costuma ser mais leve e compacto.

Furadeira e parafusadeira a bateria: o que observar

A maioria dos modelos atuais funciona a bateria. A vantagem é a liberdade de movimento: não há cabo para arrastar pela obra, nem dependência de tomada ou extensão, o que ajuda muito em serviço sobre escada ou em imóvel ainda sem energia ligada.

A tensão da bateria, medida em volts (V), indica a faixa de uso. Os modelos de 12V são leves e compactos, indicados para montagem de móveis, instalação de acessórios e furos leves. Os modelos de 18V ou 20V entregam mais torque e suportam jornadas mais pesadas, e é nessa faixa que costuma aparecer a função de impacto.

As baterias de íon de lítio são o padrão atual. Elas não sofrem o efeito memória das baterias antigas, ou seja, podem ser recarregadas a qualquer momento sem perder capacidade por isso.

O ponto de atenção é a autonomia. Em uma diária inteira de trabalho de uma furadeira e parafusadeira, um kit com duas baterias permite que uma fique carregando enquanto a outra está em uso.

Um caso comum ilustra a escolha. Um eletricista que passa o dia instalando luminárias e caixas de passagem em um prédio sobe e desce da escada o tempo todo. Um modelo de 18V, com duas baterias, evita extensões espalhadas pelo corredor e reduz o risco de tropeço.

Também existem versões com fio. Elas entregam potência constante enquanto estão ligadas à tomada, sem depender de recarga, e fazem sentido em bancada ou em serviço concentrado em um único ponto. Em compensação, exigem conferir a tensão da rede, 127V ou 220V, antes de ligar, além de cuidado com o cabo durante o trabalho, principalmente em escada.

Mandril, brocas e bits certos para cada serviço

O mandril é a peça que prende a broca ou o bit. O de 3/8 de polegada (cerca de 10 mm) atende a maior parte dos serviços de montagem e manutenção. O de 1/2 polegada (cerca de 13 mm) aceita brocas de maior diâmetro e costuma equipar os modelos de furadeira e parafusadeira voltados a uso pesado.

A broca precisa ser compatível com o material. A broca para madeira tem uma ponta central que guia o corte. A broca de aço rápido serve para metal. A broca de vídia, com ponta de metal duro, é própria para alvenaria e deve ser usada com a função de impacto ligada.

Os bits são as ponteiras de parafusar, como a de cruz (Phillips) e a de fenda. O bit deve ter o mesmo perfil e o mesmo tamanho da cabeça do parafuso. Um bit menor espana o parafuso nos primeiros giros.

No drywall, o ajuste da embreagem faz toda a diferença. A placa de gesso acartonado tem uma camada de papel na superfície, e o parafuso que afunda demais rasga esse papel e perde a fixação.

Antes de fixar uma parede inteira, faça um teste em uma sobra de placa. Comece com a embreagem em número baixo e suba aos poucos até a cabeça do parafuso ficar rente ao papel, sem rasgá-lo. Esse minuto de teste evita dezenas de parafusos refeitos.

Em azulejo e porcelanato, comece com a percussão desligada e em rotação baixa, para não trincar o esmalte. Só ligue o impacto depois de atravessar a camada cerâmica, quando a broca chegar à alvenaria.

Quando partir para o martelete ou a parafusadeira de impacto

A furadeira e parafusadeira com impacto cobre a maior parte dos serviços de alvenaria em reforma, mas tem limites. Conhecê-los evita broca queimada e ferramenta sobrecarregada.

Em concreto estrutural, como vigas, pilares e lajes, e em furos de diâmetro maior, o indicado é o martelete. Ele também combina rotação e percussão, mas a energia de cada golpe é bem maior, o que faz diferença em material de alta resistência e em sequências longas de furos.

Um exemplo de obra: fixar uma prateleira em parede de tijolo pede poucos furos pequenos, e o modelo com impacto resolve. Já furar uma laje para passar tubulação, ou fazer dezenas de furos para chumbadores em uma viga, é trabalho para o martelete.

Uma forma simples de perceber o limite é observar o avanço. Se, com o impacto ligado e a broca certa, o furo quase não progride e a ferramenta esquenta, o material está pedindo um equipamento com mais energia de golpe.

Outro equipamento que costuma gerar confusão é a parafusadeira de impacto. Apesar do nome, o golpe dela acontece no sentido do giro, e não para a frente. Um mecanismo interno aplica pancadas rotativas que multiplicam o torque, o que ajuda em parafusos longos em madeira maciça, parafusos autobrocantes em telhas metálicas e montagem de estruturas metálicas leves. É uma ferramenta de parafusar, sem função de furar alvenaria.

Cuidados de segurança antes e durante o uso

A maior parte dos acidentes com essas ferramentas pode ser evitada com hábitos simples.

O primeiro é o uso de EPI, sigla para equipamento de proteção individual, regulamentado pela NR-6. Óculos de proteção são indispensáveis, porque a perfuração lança fragmentos de alvenaria, cavaco de metal e lascas de madeira. No modo impacto, o protetor auricular reduz a exposição ao ruído. Em alvenaria, a máscara contra poeira protege as vias respiratórias.

O segundo é saber o que há atrás da parede. As instalações elétricas costumam descer em linha reta a partir de tomadas e interruptores. Evite furar nessas linhas e, na dúvida, use um detector de metais e tensão.

O terceiro é o travamento da broca. Quando a broca prende, a ferramenta tende a girar no sentido contrário e torcer o punho do operador. Segure com firmeza, use a empunhadura auxiliar quando houver e evite posições desequilibradas, principalmente em escada.

Um exemplo real de canteiro: um ajudante fura logo acima de uma tomada para fixar uma prateleira e atinge o eletroduto. Deslocar o furo alguns centímetros para o lado teria evitado o retrabalho e o risco de choque.

Por fim, retire a bateria antes de trocar a broca, prenda peças pequenas com grampo ou morsa e não force a ferramenta. Se ela não avança, provavelmente a broca ou o equipamento não são os adequados para aquele material.

Quando alugar furadeira e parafusadeira em vez de comprar

Para quem usa a ferramenta todos os dias, como marceneiros e montadores, a compra pode fazer sentido. Para uma reforma pontual, a locação tende a ser mais racional.

Uma obra raramente pede uma única ferramenta. A reforma de uma cozinha pode exigir o modelo com impacto para os armários, o martelete para passar tubulação no concreto e a parafusadeira de impacto para a estrutura do forro. Com a locação, cada equipamento entra na etapa em que é necessário e sai quando o serviço termina, sem custo de manutenção, troca de bateria ou armazenamento.

Nas unidades LocExpress, as ferramentas elétricas e de furação incluem modelos a bateria com e sem impacto, além de martelete e furadeira de impacto. Os modelos disponíveis podem variar de uma unidade para outra.

Resumo prático para acertar na escolha de furadeira e parafusadeira

Comece pelo material. Madeira, metal, plástico e drywall: furadeira e parafusadeira sem impacto. Tijolo, bloco e reboco: modelo com impacto. Concreto estrutural e furos grandes: martelete. Muitos parafusos longos: parafusadeira de impacto.

Depois, confira a bateria da furadeira e parafusadeira, com 12V para serviços leves e 18V ou 20V para uso pesado, e os acessórios compatíveis com o material.

Ao solicitar a locação de uma furadeira e parafusadeira, informe à unidade LocExpress o material da parede ou da peça, o diâmetro dos furos e o tipo de parafuso. Com esses dados, a equipe indica a ferramenta adequada para cada etapa da sua obra.